Defasagem escolar na pandemia – e agora ?


A crise sanitária causada pela Covid-19 trará algumas consequências para os brasileiros. Dentre elas, alguns especialistas em Educação destacam, a defasagem escolar pós-pandemia.

Uma pesquisa feita pelo governo do Estado de São Paulo e divulgada em abril de 2021 apontou uma queda no desempenho em matemática dos estudantes da rede estadual do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Segundo dados desse estudo realizado pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental tiveram uma queda de desempenho em matemática de 46 pontos em comparação a 2019. Nos alunos do 9º ano a queda foi de 13 pontos nessa mesma disciplina. Para os estudantes do 3º ano do Ensino Médio a diminuição foi de 13 pontos na performance em matemática.

Em um cenário de interrupção das aulas presenciais, o aprendizado dos alunos depende do acesso ao ensino remoto e esse acesso é desigual no Brasil como evidenciado pelos dados da Pnad Covid-19. Além disso, a formação docente brasileira não prepara os professores para utilizarem formatos digitais de ensino. Se de um lado, os alunos têm problemas com a falta de estrutura tecnológica, por outro, muitos professores não conseguem fazer o uso adequado desses recursos.

Assim, o ano de 2021 traz o desafio de unir esforços para minimizar essa perda e garantir o acesso a um ensino remoto de qualidade a todos.

Como podemos contribuir nesse cenário?

Estando atentos a modelos de aprendizagem que possam superar essa defasagem como as metodologias ativas e programas de tutorias, por exemplo! Esses modelos trazem o estudante para o centro da aprendizagem, empoderando-o. Assim, desenvolvem mais autonomia, colaboração entre pares, pensamento crítico e disciplina para as conquistas de cada etapa.

A tecnologia veio para ficar! Aliá-la a esses modelos, sem dúvida, ajudará a trazer relevância de conteúdos, além da possibilidade de trabalha-los das mais diversas formas. ;)

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